Obra da Mãe

I don’t do any thing. Not one single thing. I used to bite my nails but I don’t even do that anymore.

Março 24, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 12:28 am

O governo quer estender o conceito de “escola a tempo inteiro” ao 5º e 6º anos do 2º ciclo. A ideia, concretamente, é alargar um horário mais ou menos civilizado (aulas apenas de manhã 5 vezes por semana com 2 vezes por semana à tarde; ou aulas de tarde 5 vezes por semana com 2 vezes por semana de manhã) para um horário de trabalho à adulto (das 9 às 18h, mais coisa menos coisa, todos os dias da semana). As famigeradas disciplinas de “enriquecimento curricular” passarão a ter uma carga tal que as manhãs/tardes não bastam para enjaular os miúdos. Mais, a seguir o que já se faz no 1º ciclo, as disciplinas curriculares serão misturadas com as de “enriquecimento” pelo horário fora. Ou seja, ter-se-á “Área Projecto” às 9 da manhã, seguida de “Formação Cívica”, e a Matemática poderá ser só às 16h, quando já ninguém pode com uma gata por um rabo. O grande argumento para a extensão desta medida ao 2º ciclo é, suponho que entre muitos outros, a adaptação às necessidades da família.

Na Pública de hoje o Daniel Sampaio diz uma coisa que não tenho lido nem ouvido em mais lado nenhum. O Ministério da Educação, se quer realmente prestar um serviço às famílias em Portugal, devia trabalhar para que os outros ministérios e instituições, públicas e privadas, deixassem os seus empregados flexibilizar o horário de trabalho para irem buscar mais cedo os filhos à escola.

A infância feliz devia ser uma infância com menos tempo de escola. O sucesso escolar também passará por aí.

 

Março 21, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 10:20 am

Do mesmo autor do artigo de onde foi retirada a citação anterior:

Alimento para o pensamento.

 

Março 20, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 11:08 pm

“How to begin to educate a child. First rule: leave him alone. Second rule: leave him alone. Third rule: leave him alone. That is the whole beginning.”

DH Lawrence, The Education of the People, 1918, que vi aqui citado.

 

Março 15, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 2:25 am

Esta vai directamente para o primeiro-lugar das overachievers!!!

 

Março 14, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 11:58 pm

Duas mães, com filhos adolescentes em duas escolas diferentes do centro da cidade, lamentavam-se no outro dia por as respectivas turmas, perante a oportunidade de fazerem um intercâmbio de duas semanas com escolas de Itália e Irlanda, se terem mostrado (pais e filhos) totalmente desinteressadas. O intercâmbio, dada a fraquíssima adesão, nem num caso nem no outro se iria então realizar.

É impressão minha ou no nosso tempo, aos 14 anos, pelarmo-nos-íamos por passar um fim-de-semana em Madrid?

Era bonita a minha teoria da globalização, não era?

 

Março 14, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 11:43 pm

E se chover?

Se chover estamos lixados.

Mas antes podemos tentar:

1. Pavilhão do Conhecimento (o preferido)

2. Museu da Marinha (tem muito espaaaaço!)

3. CCB

4. Museu de Arqueologia dos Jerónimos (três colecções interessantes – arte egípcia, incluindo múmia de gato; jóias da Ibéria romana e pré-romana – muito ouro; e a técnica do mosaico – com o exemplo de Conímbriga)

 

Março 14, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 11:33 pm

Há muito tempo que não actualizava a informação mas também há muito tempo que não acontecia nada.  Mas agora não há volta a dar-lhe: as obras do parque infantil do Jardim da Estrela estão mesmo a acabar.

Assim como quem diz, falta pôr o chão (adeus pneu reciclado, olá gravilha – pelo menos é a versão que corria esta semana) e falta pôr a vedação (que parece que vem da América).

E a pedido de várias famílias, a mini-lista cá de casa de sítios alternativos em Lisboa

1. (para crianças até aos 6-8 anos):

parque infantil da Estufa Fria, no Parque Eduardo VII

parque infantil dos Moinhos de Santana, no Restelo

2. (para todas as idades)

a) para andar de bicicleta, patins, skate e/ou jogar à bola

Alameda Keil do Amaral e Penedo, Monsanto  

Parque do Tejo, Expo

b) para escalada, circuito e percurso aventura

Parque da Pedra, Monsanto

Parque do Calhau, Monsanto

c) com parque infantil + bola + bicicleta/patins + relva boa

Quinta das Conchas, Alameda das Linhas de Torres, Lumiar

Parque do Tejo, Expo

Boas férias da Páscoa!

 

Março 14, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 3:11 pm

E se há quem busque a escola primária dos seus amores, há quem (pense, pelo menos) na escola preparatória – de segundo ciclo, diz-se agora – dos seus.

De todos os ingredientes – pública ou privada, perto ou longe de casa, exigente ou nem por isso, socialmente mista ou não, grande ou pequena – os miúdos, nestas idades, interessam-se apenas por um, como é óbvio. Querem ir para onde forem os amigos. E por mais que queiramos encarreirar os bichos no percurso escolar que melhor nos garanta – e eles, filhos, e a nós, pais – a harmonia familiar presente e futura, vamos ter de entrar com o factor amizades também em consideração.

Que os miúdos, ao irem deixando para trás a infância, não gostem da escola porque ela é exigente, tem regras claras e pouco flexíveis e se estuda muito não é de admirar. Os jovens finlandeses não gostam da escola e os jovens finlandeses são, aos 15 anos, os mais bem preparados academicamente do mundo. Mas não gostar da escola porque aos 10 ou aos 12 ou aos 16 não se consegue fazer amigos pode ser muito duro.

Não basta pensarmos nos amigos da primária que transitam para a escola eleita. A canalha da nova escola, com todas as más influências que trouxer, terá de trazer também boas. Se nos dois extremos da pirâmide social está o pecado, no meio estará a virtude. É no caldinho que deviam ser as escolas que muito vai ser apreendido para a nossa vida com os outros no mundo. Aos dez anos está-se em boa idade para se ir começando a perceber que se fazem escolhas, e que aprender é escolher. E não é só nas aulas que se aprende. No recreio também se cresce.

E cá em casa é que nos vai doer mais.

 

Março 14, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 2:10 pm

Como dizia ontem o meu pai, “Piolhos e bichos da seda deviam fazer parte da educação de qualquer um”.

Nos primeiros vamos a caminho do pós-doutoramento. Nos segundos vamos, se as lesões contraídas entretanto o permitirem, aos Jogos de Pequim. A recolha de folhas de amoreira tem-se revelado um bom estágio. Depois de no ínicio da semana termos contado com alguma ajuda nativa no centro da cidade, ontem fizemos a mesa alemã no recreio da escola. Haverá alimento até domingo…

 

Março 9, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 12:22 pm

Procuram-se (desesperadamente!!!) folhas de amoreira.