Maio 20, 2008
Acabei de pôr no Blogroll o blogue deste site fantástico patrocinado pela National Geographic Society. Destina-se a miúdos (dos 7-8 anos até à adolescência mais tardia, diria eu) mas pode ser gozado por todos. Pretende mostrar a geo-diversidade do planeta e o impacto que as características físicas – topografia, clima – têm sobre todos os seres vivos. É só pena que não tenha uma versão noutras línguas (então e a fono-diversidade?), para o tornar acessível, com autonomia, aos mais novos. Mas para os de 2º ciclo para cima pode ser mais uma via para aprenderem Inglês.
Maio 19, 2008
Tomem lá isto, via Mãe Galinha, que hoje estou preguiçosa.
http://www.youtube.com/watch?v=o6P2w5GkXmU&feature=related
É segunda-feira. E no fim-de-semana passámos todas as horas que estivemos acordados no meio de muita erva, árvore e bicharada. Foi extenuante.
Maio 15, 2008
Apesar de toda a gente saber como gosto de rebolar na lama, o que é demais enjoa. Esta chuva idiota vai dar cabo de três-festas-três a que vamos no fim-de-semana. E uma dela é do Tigre. E são uns 276 miúdos a cujas mães teremos de telefonar a desmarcar. Espero não me esquecer de nenhuma. No ano passado, quando tivemos de adiar pelas mesmas razões, houve quem não tivesse sido avisado…

Maio 15, 2008
Apareceu mencionado algures na blogolândia e fiquei com vontade de o ver. É um documentário sobre a vida do “primeiro judeu americano surfista”, um tal Doc Paskowitz, que aos 80 e tal anos ainda surfa na Califórnia. Teve nove filhos de uma só mulher. Criaram-nos, literalmente, entre a Califórnia, o México e o Havai, sem escola e com uma dieta alimentar e sexual heterodoxas. A sua mais recente iniciativa foi a doação de pranchas a surfistas palestianos da Faixa de Gaza.
Será que vai passar num próximo festival de cinema lisboeta?
Maio 15, 2008
Daqui a menos de uma semana o pai e o tio vão estar juntos por aqui.
A cena musical mais interessante destes dias também anda por aqui.

Nós vamos ficar cá.
Maio 15, 2008
Para o pessoal que, como eu, tem de fazer o jantar quase todos os dias durante quase todo o ano.
Não me estou a queixar.
Há um dia por semana em que tenho um jantar óptimo (que com um bocado de sorte dá para congelar e servir em mais um ou dois jantares das semanas seguintes) – quando vem cá a senhora que também faz a limpeza de fundo à casa. É a noite da feijoada, da favada, do bacalhau com natas, dos pastéis e das pataniscas, do frango de fricassé e das almôndegas com puré de batata verdadeiro.
E há o domingo em que, copiando uma amiga, fazemos “jantar de sofá”. A ideia é, porque chegamos tarde a casa para aproveitar as résteas de fim-de-semana, que se coma ao mesmo tempo que se vê um bocado de filme, no sofá. Vale tudo o que dê para comer sem usar talheres. O mais frequente é serem hamburgers no pão, cachorros ou, em dias de enooooorme preguiça, torradinhas e leitinho e frutinha. E quem faz é ele, não sou eu.
Nos outros dias faço um plano de refeições (ah ah ah). Ao domingo à noite vou preenchendo os jantares de cada dia da semana que vem. Não é difícil. Normalmente repito o plano de há três semanas e assim sucessivamente. Salmão no forno; bolonhesa (esparguete de); bolonhesa (lasanha de); carbonara; tortellini frescos com pesto; ravioli frescos com pesto; bacalhau, às postas, porque dá muito trabalho fazer qualquer outro, no forno; dourada no forno; frango do campo no forno (pois, há um padrão). Volta e meia faço bife de atum fresco grelhado ou de cebolada e bife de vaca grelhado. Em tempo quente também comemos daquelas saladas que levam tudo e mais alguma coisa: feijão frade com atum de conserva, cebola, azeitonas, coentros e tomate ou penne com queijo fresco, cebola, azeitonas, coentros e tomate. E é tudo.
Mas não é o facto de não ser difícil que me aborrece. O que me aborrece é precisamente a monotonia. Os bichos até são mais arrojados do que a maior parte dos bichos desta idade – adoram tomate de todas as formas, pesto e fruta, mesmo a mais esquisita. Devoram cenoura e cebola cruas. Gostam de brócolos e, tirando a Foca, comem razoavelmente sopa de legumes.
Mas qualquer coisinha mais condimentada não entra, a não ser no Tigre, e mesmo assim só para provar, que é rapaz que gosta de experimentar. Nas noites da feijoada, favada e bacalhaus variados nem lhes tocam. Tento aproveitar a carne e junto arroz basmati, ou então deixo uma posta de bacalhau só cozido, a que junto os benditos brócolos e uma mísera batata cozida. Cá em casa a batata também não é persona grata. Ou é frita, e isso é só em dias de festa – e de pacote – ou vem na sopa. Grão e lentilhas são anátema. Lulas e chocos, que lhes são dados na escola, são palavrões. Qualquer espinha é um problema e a carne estufada tem muitos fios. Os ovos só podem ser cozidos, depois de terem enjoado dos mexidos e de nunca terem gostado dos estrelados (sacrilégio! Como é possível um miúdo não gostar de ovos estrelados?).
Enfim, passamos todos pelo mesmo, não é?
Até eles crescerem vou sonhando com as semanas em que o carilzinho de gambas, o rosbife à inglesa e as fajitas serão o costumeiro… E pode ser que dê tempo para aprender a cozinhar a sério.
Maio 15, 2008
Antes de mudarmos para esta casa vivia dois ou três prédios ao lado de uma amiga. Por vezes, quando nos encontrávamos na rua, a caminho da farmácia ou da mercearia, trocávamos resmungos e queixas sobre as doenças que acometiam, à vez ou ao mesmo tempo, os nossos miúdos. À medida que os anos iam passando íamos dizendo uma à outra que os miraculosos sete anos – idade em que supostamente, lemos não sei onde, o sistema imunitário se encontra finalmente desenvolvido na sua máxima potencialidade – estavam quase a chegar. Ou seja, pensávamos nós, iam acabar as otites e as rino-faringites (que afligiam os meus) e as infecções respiratórias inferiores (que afligiam as dela). Estas cenas passavam-se geralmente entre Novembro e Fevereiro.
Hoje em dia, mesmo sem todos terem chegado aos sete anos, as rino-faringites e as otites são coisas do passado. Na verdade, o grosso das maleitas acabou à medida que cada um foi passando dos três ou quatro anos. As bronquiolites e as pneumonias, acho, também farão parte do passada das dela.
Agora eu, que tenho 38 anos e o sistema imunitário de um boi ando, em plena Primavera, com uma sinusite-otite e uma enchaqueca como não tinha desde a infância. E também durmo pessimamente. E também não me apetece fazer nada. Ou melhor, queria era ficar o dia inteiro no sofá a ver a caixa da primeira série d’ A Casa na Pradaria.

