Obra da Mãe

I don’t do any thing. Not one single thing. I used to bite my nails but I don’t even do that anymore.

Setembro 30, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 11:55 pm

Um homem que é famoso desde o século passado.

Um homem que é um grande actor.

Um homem que é de esquerda.

Um homem que é pai de família.

Um homem de quem eu tinha um poster no meu quarto de adolescente.

Um homem que dá milhões aos pobres.

Um homem que é inteligente.

Um homem que tem este aspecto

Já não existe este homem assim.

 

Setembro 29, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 9:54 pm

Uma coisa boa da vida nova: poder interromper o trabalho à hora do almoço e ir ao cinema. Quero ir ver este. Entre outras coisas, para ver como ainda se vive na Europa civilizada, num país que, durante uns anos, me esteve emprestado.

 

Setembro 29, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 9:43 pm

Porque é que não ouvindo rádio, praticamente não vendo televisão, e não andando todos os dias pelo centro da cidade me sinto, mesmo assim, absolutamente apedrejada por tudo quanto é anúncio a pacotes de tv+cabo+telefone+telemóvel+sem fios+magalhães+net+adsl+comunicações várias?

A ideia é sempre mudarmos para o melhor+rápido+barato. Mas está tudo a mudar, até isso. É impossível escolher, tal a oferta e a velocidade a que se altera. O que mais me irrita é que se tiver escolhido a opção A em vez da B sou estúpida. E o inverso também pode ser verdadeiro. Se resolver mudar, tenho de esperar um mês e tal para a deslocação do técnico. Quando ele tiver vindo, já aquilo que veio fazer está desactualizado.

Como resolver o imbróglio? Vou mantendo os olhos bem fechados e os ouvidos bem tapados e a cabeça enterrada na areia.

 

Setembro 29, 2008

Arquivado em: Uncategorized — obradamae @ 9:15 pm

Parece, mas não fui engolida por nenhum buraco negro.

Há mais de um mês que não escrevo aqui e, no entanto, tanta coisa aconteceu.

Ou aconteceu uma coisa, uma só, e tudo o resto mudou. O Saguim, três anos e meio feitos hoje, entrou na escola. Foi passar o dia no mesmo sítio onde passam os irmãos, cinco dias por semana, praticamente oito meses no ano. Deixei de ser mãe a tempo inteiro de um, depois outro, e depois outro filho. Deixei, simplesmente, de poder dizer que sou mãe, apenas. Agora, para além de mãe, tenho de ser outras coisas. Apetece-me ser outras coisas, preciso de ser outras coisas.

Mas o sabor amargo-doce da separação ainda não se desfez. Vai levar o seu tempo. É o fim de uma época, do mundo tal como o conheci durante oito anos. E não posso dizer and I feel fine.

Venham falar comigo daqui a uns mesitos. Talvez já esteja mais habituada a poder ir à casa de banho sempre que me apetece, por exemplo…