Obra da Mãe

I don’t do any thing. Not one single thing. I used to bite my nails but I don’t even do that anymore.

Fevereiro 16, 2009

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 10:46 am

A minha iletracia informática ainda não resolveu a questão, de modo que anuncio aqui: o meu email antigo está desactivado. Para me contactarem por favor enviem as mensagens para martaa379 at gmail dot com

 

Fevereiro 12, 2009

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 1:31 am

Livros de história de Portugal para quem começa agora a ter história (3º, 4º, 5º anos): História Alegre de Portugal (em banda desenhada), de Pinheiro Chagas e Artur Correia (desenhos), Bertrand Editora, para os miúdos lerem; As Origens de Portugal, de Rómulo de Carvalho, Edições Gulbenkian, para nós lermos (a eles e a nós!)

 

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 1:26 am

Mães desesperadas com o que dar para o jantar, isto pode interessar-vos:

Descobrimos o empadão de carne picada com puré (3 votos a favor) e a massada (cotovelinhos) de pescada com molho de tomate e coentros (2 a favor, 1 contra – por causa da pescada, obviamente).

Eu sei, são receitas revelhas mas a que nos mantínhamos imunes, sei lá porquê.

 

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 1:22 am

Ainda não li um único livro dos que recebi no Natal.

Ainda não li uma única página de um único livro dos que recebi no Nata.

Não me lembro muito bem de que livros recebi no Natal.

Leio imensos blogues e sites e wikipedias quando não estou naqueles dias frenéticos a acabar trabalho. Como antes lia livros sem parar.

Disclaimer: Não era eu que, uns posts atrás, dizia mal do mundo digital, era o meu avatar.

 

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 1:17 am

Outras notícias (gabarolas e babadas)

O Saguim (a um mês de fazer quatro anos) sabe andar de bicicleta sem rodinhas e sabe nadar. E atirar-se de cabeça (e de barriga, de pés, de mãos e de rabo) para a água. E quando chega à sala dele na escola exclama “Tcharan, já cheguei!” de braços abertos.

A Foca (a um mês de fazer sete anos) escreve livros ilustrados que eu faço dobrando as folhas ao meio, furando e “encadernando” com um pedaço de lã. E nada muito bem e passou para o nível seguinte. E tem finalmente par para dançar a valsa, o tango e o cha cha cha no concurso de baile da escola.

O Tigre (a três meses de fazer nove anos) desenha tudo e mais alguma coisa como gente grande, sabe a potes de história e coisas de ciências e ganhou as duas corridas em que participou no torneio de natação. E vai dançar a valsa, o tango e o cha cha cha no concurso de baile da escola.

 

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 12:49 am

Pensei que, quase cinco meses depois, isto já nem funcionasse…

E vou escrever o maior post que alguma vez escrevi nos nove meses anteriores.

Esta nova vida de miúdos na escola, mãe a trabalhar em casa, é esquisita. Tive trabalho do final do Verão até meados de Novembro. O que começou em Janeiro acabará apenas no final de Abril. Depois, creio, só no final do próximo Verão.  A pouco e pouco há um ritmo que se vai definindo e que me vai sabendo bem, para planear, planear, planear. (E de caminho ganhar dinheiro e poupar). Vou conseguindo encaixar as férias deles neste calendário, mas até Abril vai ficar muito apertado, com o Carnaval e a Páscoa pelo meio. Não sei como é que as famílias que praticam ensino doméstico conseguem gerir isto, ou seja, como é que uma mãe a praticamente 100% do tempo com os filhos consegue, também ela, realizar tarefas intelectuais… Do que vou conhecendo na net e fora dela (na verdade, pessoalmente, só conheço uma mãe que pratica ensino domésico e não é aqui) tiro duas conclusões: as mães não trabalham a troco de dinheiro; e/ou as mães partilham efectivamente parte do dia com os pais das crianças para, nesse tempo, trabalharem.

A história do ensino doméstico ataca-me ciclicamente. Desde que a minha amiga que o pratica me enviou um livro do John Holt e me anunciou que não tencionava mandar o filho para a escola, há uns bons seis anos, que brinco com a ideia. Ultimamente, pela razão que menos me parecia razoável, penso nela como uma solução.

As duas grandes e boas e válidas razões para praticar ensino doméstico pareceram-me, desde o início, resumir-se numa só: o tempo, ou a falta dele. Por motivos de satisfação pessoal e, portanto, meramente egoístas, agrada-me ter os meus filhos ao pé de mim (bom, posso pensar em 58.235.445 ocasiões nos últimos dias em que senti exactamente o contrário… por alguns minutos). Esta coisa de estarem a ser formatados das 9h30 às 17h 5 dias por semana entristece-me um pouco e deixa-me roída de saudades. Eles, por sua vez, ficam com pouco tempo para fazerem exactamente aquilo que lhes apetece e interessa e motiva e que, na opinião de tantos “autores” e de qualquer um de nós que esteja minimamente atento, é a chave para a aprendizagem.

As outras razões que muitas vezes são apresentadas para justificar a opção do ensino doméstico, pelo contrário, sempre me soaram, simpaticamente falando, “preguiçosas”. Se bem que saiba que se pode aprender a ler e a escrever sem esforço e por  iniciativa pessoal, o domínio da gramática, da sintaxe e dessas coisas todas só vem com muito e muito e muito treino e, sejamos francos, imposição. Dá trabalho e não é imediatamente percebido como um incremento. Tirando raras excepções, qual é o miúdo que, de moto próprio, se dispõe a dominar, num estudo autónomo e livre, durante anos, essas subtilezas e obtusidades da língua? E a matemática, à excepção das 4 operações mais simples e da geometria mais básica, requer um nível de abstracção difícil de atingir sem uma rotina, um certo método, uma certa exclusividade.

Há uma opinião no meio do ensino doméstico que diz que se o miúdo quer, o miúdo aprende. E se não quer é porque não lhe interessa e se não lhe interessa é porque, de certa forma, nunca lhe fará falta. Este raciocínio, que pretende alargar as possibilidades, acaba por afunilá-las. O domínio e a prática mais ou menos aprofundados e diversificados, em 12 anos de escolaridade, de três ou quatro campos do saber (Matemática, Língua materna, História e Geografia, e Ciências) abre um leque de oportunidades muito maior. O facto de saírem da escola sem saberem nada (o que não é verdade) não tem necessariamente que ver com a instituição escola em si mas com currículos e práticas que andam ao sabor dos governos e das modas.

Claro que para quem não pratica o método unschooling – descolarizar, sem regras, sem currículos, sem manuais, seguindo apenas os interesses do miúdo – a questão é resolvida com o recurso aos mesmos métodos usados nas escolas. E dando de barato que nunca utilizaria o unschooling na sua forma mais pura, será que conseguiria, eu, ensinar aos meus filhos mais do que o básico da língua e da matemática? Eis a minha primeira grande barreira.

A segunda barreira, mais prosaicamente, é a suposta nocividade do convívio inter-pares, defendida por muita gente que escolhe o ensino doméstico. A divisão por idades e não por grupos de interesse, a separação de irmãos, o bullying e a competição mais rasteira reinarão nos recreios e salas de aula das escolas do mundo. Advogam os educadores domésticos, sobretudo lá fora, que a verdadeira vida social se passa no mundo real, das pessoas de todas as idades e feitios que têm de conviver a todo o instante com outras de todas as idades e feitios. Se bem que, até certa medida, tenham razão, não só as crianças que andam na escola não estão impermeáveis aos contactos extra-escolares como a vida real, ao contrário desta imaginação bucólica, não tem grande coisa de convívio ou de troca constante e profícua entre pessoas. Numa cidade, em especial, quem trabalha numa oficina de automóveis ou sentado a uma secretária ou na caixa de um supermercado pode ir conhecendo pessoas mas fá-lo sempre do ponto de vista de quem está ali para oferecer um serviço e o outro para o pagar. Não há tempo nem possibilidade de ser de outra forma. Para já não falar no limitado interesse que a generalidade dos adultos que estão a trabalhar e a ganhar o seu pão terá para a generalidade das crianças que querem fazer mais um lego, falar sobre triops durante três horas, andar de baloiço toda a tarde ou brincar com as barbies. Há funções que os adultos desempenham acompanhados por outros adultos, outras que as crianças precisam de desempenhar acompanhadas por outras crianças. Negar isto é negar um pouco a infância. Se a escola não é o mundo perfeito, pelo menos está cheia de crianças. E isso, para a generalidade das crianças, mesmo as mais introvertidas, é o mais importante.

Ora é aqui que, de repente, vim dar.  É que eu, ao fim de seis anos de escola by proxy, estou a ficar farta das influências “sociais” que a minha filha traz para casa.

Ela tem quase sete anos. É gira, esperta, muito criativa, muito faladora, muito extrovertida, ligeiramente exibicionista, ligeiramente teatreira. A mistura ideal para ser “pressionada” socialmente. E em que é que consiste a pressão? Assim escrito até parece uma coisa quase do foro criminal. Não é, é inocente q.b. e vulgaríssima, nos dias de hoje. E eu, parva e moralista, fico com pele de galinha. Com o quê? Primeiro de tudo com as conversas infindáveis do não sei quantos que gosta da não sei quantos e vice versa. Depois com a descrição do que lhe faz o rapaz que se diz apaixonado por ela. Passando pelos nomes dos programas que os colegas vêem, pelos filmes de que dizem gostar – alguém me explica onde está o interesse do Mamma Mia para um miúdo ou miúda de sete anos incompletos? – pelas marcas de cereais/bolicaus/batatas fritas que trazem qual e qual autocolante/tazo/stak. O cúmulo foi recentemente atingido pela necessidade imperiosa de todos terem computador Magalhães, mesmo que nenhuma escola o use, mesmo que os pais, em casa, tenham computador e net e mesmo que os pais, por opção, não queiram que os miúdos tenham destas “ferramentas electrónicas” para “desenvolver capacidades”. Depois de explicado, foi fácil aceitar a nossa não adesão. Mas a cereja em cima do bolo ainda estava para vir com o “então mas porque é que os da minha turma não acreditam que o Magalhães é pior que os computadores normais?”. Claro que a culpa não é da escola mas de toda a sociedade actual, real, virtual, digital, anormal. A escola é mero reflexo e  irrazoabilidade a minha seria se a tirasse da escola. Além do mais, este tipo de embate reforça o carácter blá blá blá. Penso eu, parva e moralista, e afinal são coisinhas de nada, mas que me irritam cada vez mais porque não é este mundo com as idades e as prioridades cada vez mais trocadas que quero para a minha filha, para os meus filhos.

E, bem vistas as coisas, também não é o mundo sem conflitos, à parte e “acolchoado” em que o ensino doméstico pode muitas vezes cair. É outra espécie de mundo virtual em que eu, sem mais ninguém à volta com quem o partilhar, sei que daria em maluca muito mais depressa. E não é propriamente isso que quero para os meus filhos.

 

Setembro 30, 2008

Filed under: Uncategorized — obradamae @ 11:55 pm

Um homem que é famoso desde o século passado.

Um homem que é um grande actor.

Um homem que é de esquerda.

Um homem que é pai de família.

Um homem de quem eu tinha um poster no meu quarto de adolescente.

Um homem que dá milhões aos pobres.

Um homem que é inteligente.

Um homem que tem este aspecto

Já não existe este homem assim.